brasil

Reforma administrativa deve ficar para 2027, sindicatos mantêm alerta

a discussão da proposta pode ficar para 2027
Por SECOM FETRAM quarta-feira, 28 de janeiro de 2026 | 03h31m

O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), que coordenou o grupo de trabalho da reforma administrativa na Câmara dos Deputados, disse que a discussão da proposta pode ficar para 2027. Mesmo assim, segue a ameaça e a desconfiança: a qualquer momento o presidente da Câmara, Hugo Motta (REP-PB) pode tentar pautar o tema, inclusive manobrando para pular etapas de tramitação.

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo, Pedro Paulo teme que o texto (a PEC 38/2025) acabe desidratado se for a discussão ainda em 2026, ano eleitoral: “Em ano eleitoral, qual a disposição que a classe política vai ter de flexibilizar o texto para que ele possa ter condições de avançar? É melhor flexibilizar e aprovar algo, ou a gente guarda fôlego para aprovar em 2027? É o dilema que a gente vai ter”, disse o deputado.

O presidente da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Maranhão (FETRAM/MA), Joenesson Santana, reforçou que, apesar das dificuldades na tramitação da proposta, o momento exige atenção permanente das entidades sindicais e dos trabalhadores do serviço público.

Segundo ele, o recuo momentâneo ou o adiamento da discussão não significam derrota definitiva da PEC. “Essa proposta continua sendo uma ameaça real. Mesmo com sinais de desgaste, a PEC 38 pode ser pautada a qualquer momento, inclusive por manobras regimentais. Por isso, é fundamental que sindicatos e servidores sigam mobilizados e vigilantes”, alertou.

Joenesson Santana destacou ainda que a pressão das categorias tem sido decisiva para expor os prejuízos do texto. “Foi a mobilização dos trabalhadores que levou deputados a retirarem suas assinaturas e revelou o desgaste político da proposta. Essa vigilância precisa continuar, porque a PEC ataca diretamente os serviços públicos, os direitos dos servidores e a qualidade do atendimento à população”, afirmou.

O dirigente sindical concluiu defendendo a unidade do movimento sindical. “Não se trata apenas de defender servidores, mas de defender o Estado e o direito da população a serviços públicos fortes, valorizados e acessíveis. A luta contra a PEC 38 é uma luta de toda a sociedade.”