O salário mínimo nacional passou a ser de R$ 1.621,00 a partir de 1º de janeiro de 2026, conforme estabelece o Decreto nº 12.797/2025. O novo valor representa um reajuste de 6,8% em relação ao piso anterior, que era de R$ 1.518,00.
De acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o aumento do salário mínimo deverá provocar um impacto significativo na economia brasileira, com a injeção estimada de R$ 81,7 bilhões, fortalecendo o consumo, especialmente nos municípios de menor renda, onde o mínimo é referência para aposentadorias, pensões e benefícios sociais.
Pelas regras vigentes, o salário mínimo é reajustado anualmente com base na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acumulada nos 12 meses até novembro, somada ao crescimento da economia brasileira registrado dois anos antes — neste caso, o Produto Interno Bruto (PIB) de 2024. Esse modelo, no entanto, está sujeito ao limite máximo de 2,5% ao ano para o crescimento real, conforme o teto de gastos estabelecido pela legislação fiscal.
Segundo o Dieese, a atual política de valorização do salário mínimo garante ganho real ao trabalhador, diferentemente do que ocorreu em governos anteriores. Durante as gestões de Michel Temer e Jair Bolsonaro, os reajustes do mínimo foram feitos apenas com base na inflação, sem assegurar aumento real do poder de compra.
Em nota técnica, o Dieese avaliou que o modelo anterior teve impactos negativos sobre a renda dos trabalhadores. “Esse modelo teve efeitos adversos sobre o poder de compra em contexto de inflação relativamente elevada”, destacou a entidade.
Para especialistas e entidades sindicais como a FETRAM/MA, a política de valorização do salário mínimo é fundamental para a redução das desigualdades sociais, o fortalecimento da economia local e a melhoria das condições de vida de milhões de brasileiros que têm no piso nacional sua principal referência de renda.