Educação

Receita Federal nega aumento de imposto para professores com novo piso do magistério

O órgão reforçou a importância de buscar informações em fontes oficiais para evitar a disseminação de notícias falsas que geram insegurança e desinformação entre os trabalhadores.
Por SECOM FETRAM domingo, 25 de janeiro de 2026 | 08h28m

A Receita Federal desmentiu, na noite desta quinta-feira (22), informações falsas que circularam nas redes sociais sobre um suposto aumento da carga tributária para professores após o reajuste do piso salarial do magistério. Segundo o órgão, as alegações desconsideram as regras legais de apuração do Imposto de Renda (IR) e levam a conclusões equivocadas sobre a tributação dos profissionais da educação.

Em nota oficial, a Receita esclareceu que a recente reforma do Imposto de Renda tornou o sistema mais progressivo, beneficiando diretamente milhões de trabalhadores, entre eles os professores. A mudança foi sancionada no fim do ano passado por meio da Lei nº 15.270/2025, que ampliou a faixa de isenção do IR para rendimentos mensais de até R$ 5 mil e reduziu o imposto devido para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

“Não procede a afirmação de que o reajuste do piso do magistério levaria automaticamente os professores a pagar mais Imposto de Renda. Os profissionais da educação são diretamente beneficiados pela redução prevista na Lei nº 15.270/2025”, destacou a Receita Federal no comunicado.

De acordo com o Fisco, a categoria do magistério está entre as mais favorecidas pelas novas regras. Em 2025, com o piso salarial fixado em R$ 4.867,77, um professor pagava cerca de R$ 283,14 por mês de Imposto de Renda retido na fonte, considerando o desconto simplificado. Já em 2026, com o piso reajustado para R$ 5.130,63, o valor do imposto mensal cairá para aproximadamente R$ 46,78.

Ainda segundo a Receita Federal, o efeito combinado do reajuste salarial e da redução do imposto garante ganho real no salário líquido dos professores, além de corrigir distorções históricas na tributação sobre a renda dos profissionais da educação.

O órgão reforçou a importância de buscar informações em fontes oficiais para evitar a disseminação de notícias falsas que geram insegurança e desinformação entre os trabalhadores.