O 7º Congresso da Contraf-CUT teve início neste domingo (29) com uma forte demonstração de mobilização e compromisso social. Sob o tema “Organizar, defender e avançar: o futuro é nosso!”, o evento reuniu delegadas e delegados de todo o país e foi marcado pela aprovação de importantes diretrizes para o próximo período, além da eleição da nova diretoria da entidade.
A abertura foi marcada por uma manifestação simbólica em defesa da vida das mulheres e no combate ao feminicídio. Com cartazes, bandeiras e palavras de ordem, participantes destacaram a gravidade da violência de gênero no Brasil, ressaltando que o país está entre os que mais registram assassinatos de mulheres no mundo. Durante a atividade, falas emocionadas reforçaram o recorte racial dessa violência, apontando que mulheres negras são as principais vítimas. “O silêncio é cúmplice, mas a nossa voz é arma”, enfatizaram participantes da mística.
Na sequência, os 196 delegados e 132 delegadas aprovaram um amplo Plano de Lutas que orientará a atuação da categoria nos próximos anos. O documento traz diretrizes estratégicas voltadas à defesa do emprego bancário, à regulação do sistema financeiro e ao enfrentamento dos impactos das novas tecnologias sobre o mundo do trabalho. Também reforça a importância do fortalecimento da organização sindical como instrumento de resistência e conquista de direitos.
Além das pautas específicas da categoria, o congresso aprovou resoluções com propostas para a sociedade como um todo. Entre os pontos centrais estão a defesa da democracia, a valorização das empresas públicas e a promoção de um modelo de desenvolvimento econômico que priorize a inclusão social.
A nova diretoria eleita também aprovou moções reafirmando o posicionamento político da entidade em defesa da soberania nacional e da continuidade de um projeto de governo alinhado aos interesses da classe trabalhadora. Nesse contexto, foi destacada a importância da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como parte fundamental dessa estratégia.
O 7º Congresso da Contraf-CUT reafirma, assim, o papel da entidade na organização dos trabalhadores do ramo financeiro e na luta por uma sociedade mais justa, democrática e igualitária.