brasil

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulga um novo relatório

Para a OIT, investir em proteção social não é apenas uma questão de justiça, mas uma estratégia essencial para garantir estabilidade econômica e social em um mundo do trabalho em constante transformação.
Por SECOM FETRAM segunda-feira, 13 de abril de 2026 | 14h19m

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou um novo relatório alertando para a urgência de fortalecer os sistemas de proteção social em todo o mundo diante das profundas transformações no mercado de trabalho. O estudo destaca que milhões de trabalhadores seguem desprotegidos em uma economia global cada vez mais instável, marcada por mudanças tecnológicas, crises climáticas e novas formas de emprego.

Intitulado Proteção social universal em mercados de trabalho em transformação, o documento aponta falhas significativas na cobertura, na adequação dos benefícios e no financiamento dos sistemas atuais. Segundo a OIT, reforçar a proteção social é essencial para garantir segurança econômica a trabalhadores de todos os perfis, independentemente do tipo de vínculo empregatício.

Fechar lacunas na cobertura

Um dos principais pontos do relatório é a necessidade de ampliar a cobertura da seguridade social. A OIT defende que trabalhadores temporários, de meio período, autônomos e aqueles inseridos em formas atípicas de emprego também sejam plenamente contemplados pelos sistemas de proteção.

O estudo reúne exemplos de países que avançaram na inclusão de grupos historicamente vulneráveis, como trabalhadores de micro e pequenas empresas, do setor agrícola, do trabalho doméstico e da economia informal. A ampliação da cobertura, segundo o relatório, não apenas promove justiça social, mas também contribui para a formalização do trabalho e o fortalecimento das economias nacionais.

Financiamento sustentável e equitativo

Outro eixo central é o financiamento dos sistemas de proteção social. A OIT defende modelos sustentáveis baseados na mobilização de recursos internos, como contribuições previdenciárias e políticas tributárias progressivas. Para trabalhadores com baixa capacidade de contribuição, o relatório sugere a complementação por meio de subsídios públicos.

Além disso, o documento ressalta a importância da cooperação internacional, especialmente para países com limitações fiscais. O apoio externo pode ser decisivo tanto na construção de sistemas mais robustos quanto na resposta a crises econômicas e sociais.

Preparar o futuro do trabalho

O relatório também enfatiza que sistemas de proteção social resilientes são fundamentais para enfrentar desafios contemporâneos, como as mudanças climáticas, a digitalização e o envelhecimento populacional. Esses sistemas ajudam trabalhadores e empresas a se adaptarem, incentivam a transição para atividades mais sustentáveis e reforçam a coesão social.

Para a OIT, investir em proteção social não é apenas uma questão de justiça, mas uma estratégia essencial para garantir estabilidade econômica e social em um mundo do trabalho em constante transformação.