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Isenção do Imposto de Renda já vale no salário, mas não dispensa declaração em 2026

A nova regra não elimina a obrigação de declarar o Imposto de Renda em 2026.
Por SECOM FETRAM quarta-feira, 14 de janeiro de 2026 | 08h24m

A reforma do Imposto de Renda, sancionada em novembro e em vigor desde o início deste ano, já começa a gerar efeitos diretos no bolso de milhões de trabalhadores brasileiros. A principal mudança é a ampliação da faixa de isenção, que passa a beneficiar cerca de 15 milhões de pessoas com renda mensal de até R$ 5 mil, reduzindo ou eliminando o desconto do IR diretamente na folha de pagamento.

Na prática, quem se enquadra na nova faixa de isenção ou no desconto parcial deixa de sofrer a retenção integral do Imposto de Renda na fonte já sobre o salário de janeiro, pago no fim do mês ou no início de fevereiro. A medida representa um alívio imediato no orçamento mensal de grande parte da população assalariada.

Apesar disso, é importante evitar confusões. A nova regra não elimina a obrigação de declarar o Imposto de Renda em 2026. A declaração a ser entregue no próximo ano terá como base o ano-calendário de 2025, período em que ainda estavam em vigor as regras anteriores de tributação. Portanto, mesmo trabalhadores que já não têm desconto mensal do IR precisarão prestar contas à Receita Federal normalmente.

Segundo o governo federal, a ampliação da isenção será compensada com mudanças na tributação das rendas mais altas. Contribuintes com rendimentos mensais a partir de R$ 50 mil passarão a pagar mais imposto, assim como parte dos que recebem dividendos, que são os lucros distribuídos por empresas a acionistas. Ao todo, cerca de 141 mil brasileiros terão aumento na carga tributária.

No que se refere à Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), nenhuma alteração ocorre por enquanto. As novas regras só serão plenamente incorporadas ao sistema de declaração em 2027, quando o ano-base será 2026. Até lá, a orientação é clara: isenção no contracheque não significa dispensa da declaração, e o contribuinte deve ficar atento para evitar problemas com a Receita Federal.