A reforma do Imposto de Renda (IR), sancionada em novembro, passou a valer nesta quinta-feira (1º) e traz mudanças significativas na tributação da renda no Brasil. A principal novidade é a ampliação da faixa de isenção para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês, beneficiando cerca de 15 milhões de brasileiros.
Além da isenção total nessa faixa, o novo modelo prevê um desconto parcial e gradual para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 mensais, reduzindo o impacto do imposto e evitando aumentos bruscos na tributação. Para salários acima desse valor, a tabela progressiva atual segue sem alterações.
A mudança já será sentida no bolso dos trabalhadores a partir do salário de janeiro, com redução ou eliminação da retenção do imposto na fonte. No entanto, a declaração do Imposto de Renda de 2026 não sofre alterações, pois se refere ao ano-base de 2025. As novas regras só serão plenamente refletidas na declaração de 2027.
Para compensar a perda de arrecadação, o governo instituiu o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo, que atinge contribuintes de alta renda. Quem recebe acima de R$ 600 mil por ano passará a pagar uma alíquota mínima efetiva de até 10%. Segundo o governo, cerca de 141 mil pessoas serão impactadas.
Outra mudança relevante é a tributação de dividendos: valores acima de R$ 50 mil por mês, pagos por uma única empresa à pessoa física, passam a ter retenção de 10% na fonte.
Com a reforma, o sistema de tributação da renda é redesenhado, aliviando a carga para a maioria dos trabalhadores e aumentando a contribuição de quem tem rendimentos mais elevados. Os efeitos completos das mudanças serão percebidos nos próximos anos, especialmente a partir da declaração de 2027.