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Câmara pode votar nesta quinta-feira projeto que libera recursos para piso da enfermagem

Na discussão do tema em Plenário, houve dúvidas sobre o total de recursos disponíveis J. Batista/ Câmara dos Deputados A Câmara dos Deputados pode analisar nesta quinta-feira (10) o Projeto de Lei Complementar (PLP) 44/22, do Senado, que prorroga para 2023 a liberação de recursos dos fundos estaduais e municipais de saúde e assistência social […]
Por SECOM FETRAM quinta-feira, 10 de novembro de 2022 | 11h06m

Na discussão do tema em Plenário, houve dúvidas sobre o total de recursos disponíveis

J. Batista/ Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL).
A Câmara dos Deputados pode analisar nesta quinta-feira (10) o Projeto de Lei Complementar (PLP) 44/22, do Senado, que prorroga para 2023 a liberação de recursos dos fundos estaduais e municipais de saúde e assistência social a fim de destinar recursos para estados e municípios pagarem o piso da enfermagem. A sessão do Plenário está marcada para as 9 horas.

A transposição de saldos financeiros ociosos dos fundos estava autorizada até o fim de 2021 para o combate à pandemia de Covid-19. A discussão do projeto que prorroga a liberação dos recursos foi concluída pelos deputados ontem (9), mas a votação foi transferida para esta quinta-feira em razão de dúvidas sobre o total de recursos disponíveis.

O questionamento foi feito pela deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC) ao alertar que um outro projeto (PLP 7/22), aprovado em outubro pela Câmara e prestes a ser votado no Senado, destina R$ 2 bilhões desses recursos às entidades privadas sem fins lucrativos que complementam o Sistema Único de Saúde (SUS), como as Santas Casas. Assim, esses recursos direcionados a essa finalidade diminuiriam o montante para pagar o salário de enfermeiros.

O piso da enfermagem, aprovado pelo Congresso Nacional, está suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O argumento do ministro Roberto Barroso, autor da decisão, foi que a criação do piso sem uma fonte de recursos garantida levaria a demissões no setor e colocaria em risco a prestação de serviços de saúde.

Fonte: Agência Câmara de Notícias