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Flávio Dino reforça veto a supersalários e proíbe novos “penduricalhos” no serviço público

A medida é vista como um passo importante no debate sobre responsabilidade fiscal, moralidade administrativa e igualdade no serviço público, temas que vêm ganhando destaque nas discussões sobre a gestão dos recursos públicos no país.
Por SECOM FETRAM sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026 | 11h55m

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, reforçou nesta quinta-feira (19) a proibição do pagamento de valores que ultrapassem o teto constitucional no serviço público e determinou que órgãos federais deixem de criar novas gratificações ou adicionais que permitam superar o limite salarial.

Na decisão, o magistrado também vedou o reconhecimento de novos direitos a pagamentos retroativos que extrapolem o teto. A medida busca conter a prática dos chamados “penduricalhos” — verbas adicionais incorporadas aos contracheques que acabam elevando os vencimentos acima do limite previsto na Constituição.

🔎 Transparência total em até 60 dias

Além de barrar novos mecanismos de ampliação salarial, o ministro determinou que haja transparência total das verbas remuneratórias no prazo de até 60 dias. A exigência inclui a divulgação clara e detalhada de todas as parcelas pagas aos servidores, permitindo maior controle social e fiscalização.

Segundo Dino, não é razoável que o Supremo precise julgar, individualmente, milhares de processos relacionados a gratificações criadas sem base legal clara. Para ele, a multiplicação dessas vantagens gera distorções remuneratórias e compromete a uniformidade na aplicação do teto constitucional.

⚖️ Defesa do teto constitucional

O teto do funcionalismo público corresponde ao subsídio dos ministros do STF, servindo como limite máximo para os salários na administração pública. A decisão reforça o entendimento de que mecanismos que elevem a remuneração acima desse patamar afrontam a Constituição.

Com a determinação, órgãos federais ficam proibidos de instituir novas gratificações, adicionais ou qualquer forma de compensação que resulte em vencimentos superiores ao teto, mesmo que sob justificativa administrativa.

A medida é vista como um passo importante no debate sobre responsabilidade fiscal, moralidade administrativa e igualdade no serviço público, temas que vêm ganhando destaque nas discussões sobre a gestão dos recursos públicos no país.