Educadores debatem os rumos da educação no Brasil

Escrito por: Rosely Rocha, especial para Portal CUT

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Os ataques e ofensivas às universidades brasileiras, com perseguições feitas por operações policiais e o retrocesso na implantação do Plano Nacional de Educação (PNE), foram alguns dos temas que educadores debateram hoje na Conferência Livre Nacional de Educação, durante o Fórum Social Mundial (FSM2018), que acontece em Salvador, Bahia, até sábado (17).

“Vamos marchar juntos com todos os educadores e integrantes dos movimentos sociais para que possamos constituir políticas públicas que passam por uma educação que inclua todos os que estão fora da escola e pela valorização dos professores”, disse Ariovaldo de Camargo, professor e secretário adjunto de Relações Internacionais da CUT.

Os educadores lembraram os avanços na área durante os governos Lula e Dilma, que resultaram no Fórum Nacional de Educação, na elaboração da mais importante agenda educacional do país, que envolveu, durante quatro anos, entidades educacionais e instituições, e que o PNE foi uma conquista do povo brasileiro para diminuir o abismo educacional existente na sociedade brasileira.

Segundo Heleno Manoel Araujo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a Conferência, dentro do Fórum, faz parte da mobilização que as entidades do movimento educacional brasileiro estão fazendo em todo o país para a realização da Conferência Nacional Popular, que ocorrerá entre os dias 24 e 26 de maio, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

“Discutimos aqui no Fórum a participação da sociedade na elaboração das políticas educacionais. Não aceitamos imposições de um governo golpista, que define em gabinetes do Ministério da Educação o que nós devemos fazer na educação em cada município, em cada estado desse país”, disse Heleno.

“A Central Única dos Trabalhadores sempre defendeu uma educação pública de qualidade. Por isso, participamos dessa plenária. Vamos construir uma educação de origem popular. E não a educação do ponto de vista do golpista. A educação brasileira vem sendo destruída por um ministério sem compromisso, sem história com a educação pública”, finalizou o dirigente da CUT, Ariovaldo de Camargo.

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